12.10.11

Ideias para uma vida mais feliz [30]

30. Ande a Cavalo

Cavalgar faz muito bem à saúde. Médicos. psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, musicólogos e fonoaudiólogos, entre outros profissionais, vêm receitando montaria parapa pessoas com necessidades especiais de aprendizado ou funções motoras. Mas todos que estiverem buscando mais qualidade de vida podem aderir à prática. "Ao montar um cavalo, um ser maior e mais forte, adquire-se autoconfiança e determinação", diz o coronel Yvens Catalano, da Escola de Educação Física da PM de São Paulo. "O praticante conhece e vence seus limites, exercita a paciência e o controle emocional". Além disso, a cada passo o animal faz movimentos longitudinais, verticais e horizontais, com uma harmonia de ritmo e intensidade que traz benefícios ao corpo humano. Melhora o tônus muscular, o equilíbrio e a postura. A equoterapia chegou ao Brasil em 1898 e é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997. Em São Paulo, o Regimento da Cavalaria 9 de Julho oferece atendimento gratuito que pode durar até oito meses (11/3315-0003). Outra referência para quem quiser saber mais é a Associação Nacional de Equoterapia (Ande), em Brasília (61/3468-7406, ande@equoterapia.org.br).
Maria Emília Kubrusly



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Pensar É Transgredir.

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

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11.10.11

Ideias para uma vida mais feliz [29]

29. Sintonize a Natureza

Já faz muito tempo que nossa vida deixou de ser regulada pelas mudanças naturais do clima, pelo movimento das marés ou pela luz do dia. Mas não é porque decidimos ignorar os ciclos da natureza que eles deixaram de existir ou de nos influenciar. Quem nega o efeito que têm sobre a nós as estações do ano ou a fase da Lua? O relógio do planeta continua batendo, e é bom conectar-se a ele, nem que seja de vez em quando. Um sinal do tique-taque da Terra é a florada das árvores. Elas não florescem só na primavera. Em cada época do ano existem árvores florescendo e enfeitando o caminho por onde você passa. Por exemplo, em julho, é tempo de ipê: primeiro florescem os roxos, mais tarde os amarelos e, no final de agosto, somos presenteados com o raro ipê branco. Outra árvore que pinta a paisagem com um delicado lilás é a quaresmeira, cujas flores abrem em abundância em dezembro e podem durar até a Páscoa. Até nosso outono é mais cor-de-rosa com a florada das paineiras e patas-de-vaca. Existem tantas árvores diferentes no país que ainda não se sabe o número exato de espécies da nossa rica flora. O que se sabe é que olhar o mundo com essa percepção nos aproxima dos ciclos naturais e ajuda a desacelerar o dia-a-dia. Como disse o poeta Ribeiro Couto: "Todas as viagens são lindas, mesmo as que fizeres nas ruas de teu bairro. O encanto dependerá do teu estado de alma".
Mariana Del Grande



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How Deep Is the Ocean?

Música de Irving Berlin
Interpretada por Chet Baker, 
no disco Chet Baker Sings Again.

How much do I love you?
I'll tell you, no lie
How deep is the ocean?
How high is the sky?

How many times a day do I think of you?
How many roses are sprinkled with dew?

How far would I travel
To be where you are?
How far is the journey
From here to a star?

And if I ever lost you
How much would I cry?
How deep is the ocean?
How high is the sky?



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Grande Edgar

Luís Fernando Veríssimo


— Não está se lembrando de mim?

Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele esta ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.

Um, curto, grosso e sincero.

— Não.

Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos entre pessoas educadas. Você deveria ter vergonha. Passe bem. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem. Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.

— Não me diga. Você é o... o...

"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com sua agonia. Ou você pode dizer algo como:

— Desculpe, deve ser a velhice, mas...

Este também é um apelo à piedade. Significa "não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!". É uma maneira simpática de você dizer que não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve a insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.

E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.

— Claro que estou me lembrando de você!

Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:

— Há quanto tempo!

Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.

— Então me diga quem sou.

Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, e falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:

— Pois é.

Ou:

— Bota tempo nisso.

Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como jabs verbais.

— Como cê tem passado?

— Bem, bem.

— Parece mentira.

— Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)

Ele esta falando:

—Pensei que você não fosse me reconhecer...

—O que é isso?!

—Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.

—E eu ia esquecer de você? Logo você?

—As pessoas mudam. Sei lá.

— Que idéia. (é o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)

— É incrível como a gente perde contato.

— É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.

— Cê tem visto alguém da velha turma?

— Só o Pontes.

— Velho Pontes! (Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)

— Lembra do Croarê?

— Claro!

— Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.

— Velho Croarê. (Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)

— Rezende...

— Quem?

Não é ele. Pelo menos isto esta esclarecido.

— Não tinha um Rezende na turma?

— Não me lembro.

— Devo esta confundindo.

Silêncio. Você sente que esta prestes a ser desmascarado.

Ele fala:

— Sabe que a Ritinha casou?

— Não!

— Casou.

— Com quem?

— Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador . Você esta tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?)

— Claro que conheci! Velho Bituca...

— Pois casaram.

É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.

— E não avisou nada?

— Bem...

— Não. Espera um pouquinho. Todas essas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, O Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?

— É que a gente perdeu contato e...

— Mas meu nome tá na lista meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.

— É...

— E você acha que eu ainda não vou reconhecer você. Vocês é que se esqueceram de mim.

— Desculpe, Edgar. É que...

— Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam. ( Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele esta na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!".)

— Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?

— Certo, Edgar. E desculpe, hein?

— O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.

— Isso.

— Reunir a velha turma.

— Certo.

— E olha, quando falar com a Ritinha e o Manuca...

— Bituca.

— E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?

— Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo.

Texto extraído do livro "As Mentiras que os Homens Contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 13.

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Metafísica.

Luís Fernando Veríssimo

Quando Einstein morreu foi para o céu, o que o surpreendeu bastante. 
Assim que chegou, Deus mandou chamá-lo.

-Einstein! -exclamou Deus quando o avistou.

-Todo-Poderoso! - exclamou Einstein, já que estavam usando sobrenome. E continuou:

-Você está muito bem para uma projeção antropomórfica da compulsão monoteísta judaico-cristã.

-Obrigado. Você também está ótimo.

-Para um morto, você quer dizer.

-Eu tinha muita curiosidade em conhecer você - disse Deus.

-Não me diga.

-Juro por Mim. Há anos que Eu espero esta chance.

-Puxa...

-Não é confete, não. É que tem uma coisa que Eu queria lhe perguntar...

-Pois pergunte.

-Tudo o que você descobriu foi por estudo e observação, certo?

-Bem...

-Quer dizer, foi preciso que Eu criasse um Copérnico, depois um Newton etc, 
para que houvesse um Einstein. Tudo numa progressão natural.

-Claro.

-E você chegou às suas conclusões estudando o que outros tinham descoberto e 
fazendo suas próprias observações de fenômenos naturais. Desvendando os meus enigmas.

-Aliás, parabéns, hein? Não foi fácil. Tive que suar o cardigã.

-Obrigado. Mas a teoria geral da relatividade...

-Sim?

-Você tirou do nada.

-Bem, eu...

-Não me venha com modéstia - interrompeu Deus. -Você já está no céu, não precisa mais fingir. 
Você não chegou à teoria geral da relatividade por observação e dedução. Você a bolou. 
Foi uma sacada. É ou não é?

- É.

-Maldição! -gritou Deus.

-O que é isso?

-Não se escapa da metafísica! Sempre se chega a um ponto em que não há outra explicação. 
Eu não aguento isso!

-Mas escuta...

-Eu não agüento a metafísica!

Einstein tentou acalmar Deus.

-A minha teoria ainda não está totalmente provada...

-Mas ela está certa. Eu sei. Fui eu que criei tudo isso.

-Pois então? Você fez muito mais do que eu.

-Não tente me consolar, Einstein.

-Você também criou do nada.

-Eu sei! Você não entendeu? Eu sou Deus. Eu sou a minha própria explicação. Mas você? 
Você não tem desculpa. Com você foi metafísica mesmo.

-Desculpe. Eu...

-Tudo bem. Pode ir.

-Tem certeza que não quer que eu...

-Não. Pode ir. Eu me recupero. Vai, vai.

Quando Einstein saiu, viu que Deus se dirigia para o armário das bebidas.


Texto extraído do livro O Melhor das Comédias da Vida Privada.

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10.10.11

Ideias para uma vida mais feliz [28]

28. Ajude a Todos

Em 1991, o artista plástico Eduardo Valarelli ficou internado por 25 dias num hospital. "Foram os piores dias da minha vida", diz ele. "Pacientes não são vistos como gente e sim como doença. O tratamento é desumano." O diagnóstico? "Achavam que era cálculo renal, mas saí sem saber o que tinha me levado lá." Agora ele sabe. "Acho que tinha de passar por isso para dar início ao Carmim (www.projetocarmim.org.br). "Esse projeto, que ele criou em 1996, hoje promove aulas de pintura, escultura e história da arte para alunos sobre cadeiras de rodas ou camas de hospitais. São nove voluntários trabalhando em cinco hospitais de São Paulo. "Não se trata de terapia ocupacional, nem de passatempo", diz Eduardo. "O ensino da arte é a ferramenta de promoção humana para a descoberta de potenciais." O trabalho tem efeitos terapêuticos evidentes, irrecusáveis: doentes mais felizes e melhora no quadro de saúde.
Claudia de Castro Lima



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M.J. [1958 - 2009]













~Ç

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Coldplay IN RIO! ~Ç






"And I just want to be there when the lightning strikes..."

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9.10.11

Ideias para uma vida mais feliz [27]

27. Doe Sangue

Geralmente, uma pessoa doa sangue para ajudar algum amigo ou parente que teve um problema de saúde. O que pouca gente sabe é que qualquer um pode ser voluntário para abastecer um banco de sangue. Esse líquido, que distribui oxigênio e nutrientes para todos os órgãos do corpo, é vital para a sobrevivência de quem perdeu sangue em acidentes e tem doenças como hemofilia e câncer. Para suprir essas demandas, os bancos de sangue deveriam estar bem abastecidos, mas o Brasil é carente de doadores. "Na Europa, 8% da população faz doações anuais, enquanto aqui o número cai para 1,7%. A doação espontânea ainda é pequena porque as pessoas ainda acreditam que ela engrossa ou afina o sangue e ficam com medo de passar mal. Mas isso não é verdade", diz Aline Monteiro, coordenadora de triagem e coleta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Para se ter ideia, no mesmo dia da coleta a pessoa retoma suas atividades normais, sem prejudicar seu cotidiano. Quem já doou garante que é tão simples quanto escovar os dentes. "O processo é indolor, rápido e dá uma satisfação enorme, porque ajuda quem precisa", afirma o ambientalista Marcos Rogério Cruz, que há oito anos bate cartão em bancos de sangue de São Paulo. O voluntário precisa ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e ser saudável. "Homens podem doar até quatro vezes por ano; e mulheres, até três, devido à perda de ferro no período menstrual. A reposição natural do sangue ocorre em até três meses", diz Aline. Para quem quiser começar agora: Disque Saúde Federal (0800-611997) e Disque Pró-Sangue (0800-550300).
Roberta de Lucca.



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