18.9.11

Ideias para uma vida mais feliz [6]

6. Troque

Você não é o que possui, mas o que conhece. Essa ideia, anunciada há tempos por teóricos de todas as categorias, começa a se concretizar na vida cotidiana. Em Londres, Nova York e Tóquio, tem gente pagando para adquirir conhecimentos triviais nos experience clubs (clubes de experiência), em que as pessoas se encontram para trocar habilidades. Cada um ensina o que sabe melhor e aprende o que o outro tem a oferecer. Vale de tudo: dar o truque de como fazer pão, explicar o ponto-cruz ou como restaurar um móvel. A ideia é simples e pode ser reproduzida por aqui. E pode ser de graça, na base da troca, em uma reunião semanal ou mensal entre amigos ou parentes. Eu lhe ensino a fazer bobó de camarão e você me dá uma aula de tango, por que não? Só não esqueça o que disse o físico alemão Albert Einstein: conhecimento não é nada sem imaginação. Portanto, quando for a um clube de experiência, leve seus talentos, mas, sobretudo, sua criatividade.
Priscilla Santos



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17.9.11

Ideias para uma vida mais feliz [5]

5. Garimpe em Sebos

Três boas atitudes que se resolvem em uma só: entrar em um sebo. Nessas livrarias de usados encontram-se relíquias literárias a baixo custo que ainda ajudam a evitar o desperdício de papel e tinta. Na maioria discretos, escondidos por trás de uma portinha numa esquina, os sebos guardam não só as histórias dos autores cujos nomes constam das capas dos volumes, mas também romances e intrigas anônimas, verdadeiras novelas que os vários donos deixaram entre as páginas dos tomos de páginas marcadas. "Já achei carta de amor, continhas de dona de casa, fotos de filhos e namorados. As pessoas registram nos livros momentos de suas vidas", diz Flávio Gonsalez, do Sebo Cultural, de São Paulo - passe por lá: Av. Pedroso de Morais, 833, Pinheiros, São Paulo (SP), (11) 3031-6797. Vasculhando entre o pó e algumas quinquilharias, encontram-se clássicos. Alguns na língua original. Sem contar as coleções completas de Monteiro Lobato, Machado de Assis e Eça de Queiroz. Se você acha tudo isso muito letrado, pode se divertir lendo Asterix e Obelix, A Volta de Lassie (a própria!) ou o suplemento Supernovelas de uma Capricho de 1962.
Priscilla Santos



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16.9.11

Ideias para uma vida mais feliz [4]

4. Deixe-se Levar

Não parecia uma segunda-feira de cidade grande: poucos veículos circulavam nas ruas tomadas por pessoas que caminhavam a pé ou iam de ônibus até o trabalho. Curitiba viveu esse dia atípico em 22 de setembro de 2003, quando aderiu (com mais 2 mil cidades do globo) à Jornada Mundial do "Dia sem Carro". A novidade fez muita gente experimentar outras opções de deslocamento, como o transporte público, bicicletas e até a boa e velha caminhada. E tiveram a oportunidade de viver, por um dia, em uma metrópole com menos carros circulando, com ar mais limpo e menos barulho. A cidade obteve o melhor índice de adoção da população no mundo (houve uma redução de 42% da frota circulante nas ruas). E gerou frutos: a prefeitura passou a estimular, até hoje, a utilização de transporte coletivo e o respeito aos pedestres. "Observe como é nossa vida: moramos em caixas que são os apartamentos, quando saímos entramos em outra caixa, que é o carro, e depois chegamos ao escritório, outra caixinha - e acabamos não nos relacionando com as pessoas e o mundo", disse Yára Eisenbach, na época presidente da Urbs, gerenciadora do trânsito e do transporte público em Curitiba. Mas ninguém precisa esperar por uma campanha para deixar o carro na garagem. Sempre que possível, ande de ônibus ou bicicleta, combine caronas e caminhe. Saia da caixa.
Marcia Bindo



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15.9.11

Ideias para uma vida mais feliz [3]

3. Mude a Perspectiva

Pela janela do avião apertado, o mundo foi ficando pequenininho. Primeiro foram as pessoas. Depois, os carros. Em seguida, as árvores e as poucas construções em volta. Chegamos ao alto. Amarrado ao pára-quedista, enfrento o vento trovejante e atravesso a pequena porta da aeronave (ao procurar um instrutor, consulte a Confederação Brasileira de Pára-Quedismo). Meu guia se apóia em uma haste e ficamos os dois ali, dependurados na asa. Um pouco depois, o instrutor larga o apoio. Despencamos. Minha primeira reação é procurar algo em que me segurar. A sensação é de morte iminente. Meu cérebro sabe que essa sensação é provocada pela aceleração, que dura uns 15 segundos. Mas o coração insiste em bater na garganta. Logo a resistência do ar se equivale à gravidade e estacionamos nos 300 quilômetros por hora. Sinto um alívio. E lembro de olhar para baixo. Os prédios, os carros e as pessoas crescem de novo. O pára-quedas se abre. Pousamos. Engraçado, algo mudou no mundo aqui do chão. Os dias passam e noto que os problemas cotidianos que antes pareciam gigantes ganharam perspectiva. Ficaram pequeninos, comparados ao mistério que é estar vivo.
Rodrigo Vergara



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14.9.11

Ideias para uma vida mais feliz [2]

2. Tenha Bichos de Estimação

Gatos e outros bichos podem ser mais que amigos fiéis. Que o convívio com animais de estimação alivia as pressões rotineiras, substituindo a ausência de afeto, isso muita gente já sabe. Mas tem mais: tudo indica que os bichos também ajudam na cura de alguns males. O respeitado The American Journal of Cardiology publicou que os cardíacos tem recuperação mais rápida e são menos propensos a doenças quando tem animais por perto. "O convívio com eles traz relaxamento e redução da pressão arterial", diz Hannelore Fucks, veterinária e doutora em psicanálise e psicoterapia. No Brasil, alguns profissionais estão usando a terapia com animais para melhorar a condição de crianças com deficiência mental. "O bicho distrai as crianças, restabelece esperança e saúde", diz a doutora Hannelore.
Priscila Gorzoni


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13.9.11

Os Dois Grupos.

"A humanidade se divide em dois grupos: o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem com receio da revolta dos que não comem."
Josué de Castro

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Jack Johnson

Good People

Jack Johnson


[...]
Where'd all the good people go?
I've been changing channels
I don't see them on the tv shows...
Where'd all the good people go?
We got heaps and heaps of what we sow! 

[...]





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Ideias para uma vida mais feliz [1]

Caros leitores, esta será a primeira das próximas 50 postagens que farei. 
A Editora Abril publicou um especial da revista Vida Simples chamado "50 Ideias Para Uma Vida Mais Feliz", mas como penso ser cansativo para todos nós colocarmos 76 páginas de revista em um único post, colocarei as 50 ideias aos poucos. Uma por dia, que tal? Espero que grande parte delas seja posta em prática.
Divirtam-se.

1. Pedale pela cidade

O engenheiro civil e empresário paulistano Pedro Ricciardi, 43 anos, faz há mais de 20 anos o que muitos já pensaram em fazer: aposentou o carro para ir ao trabalho de bicicleta. Ele mora no Jardim Paulista, na região central de São Paulo, e trabalha a cerca de 7 quilômetros. De carro, em horários críticos, levaria até uma hora. Mas ele procura, e recomenda, ruas arborizadas e com pouco movimento (que fazem com que ele chegue em apenas 20 minutos): "Vou num ritmo mais tranquilo, para não chegar muito suado". Em muitos países a magrela faz parte da cena nas metrópoles, ajudando a manter os índices de estresse e poluição mais baixos. Em Nova York e outras grandes cidades americanas, serviços de entrega rápida são feitos por ciclistas. Na Dinamarca, a prefeitura de Copenhague tem um serviço em que o cidadão pega a bicicleta em determinado ponto, usa e depois a deixa em outro lugar. Mas, em matéria de charme, nada se compara à Holanda: há cerca de 20 milhões de bicicletas para 15 milhões de habitantes e uma quantidade de ciclovias equivalente à de estradas. Tudo bem, São Paulo não é nenhuma Amsterdã, mas se houvesse mais "Pedros" já faria aquela diferença.
Cláudia de Castro Lima



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10.9.11

Ferreira Gullar

Em homenagem à este poeta brasileiro, à sua grandeza literária, ao valor histórico
 e cultural de suas obras e, em homenagem ao seu aniversário de 81 anos.

Estranheza do Mundo

Olho a árvore e indago:
está aí para quê?
O mundo é sem sentido
quanto mais vasto é.
Esta pedra esta folha
este mar sem tamanho
fecham-se em si, me
repelem.
Pervago em um mundo estranho.
Mas em meio à estranheza
do mundo, descubro
uma nova beleza
com que me deslumbro:
é teu doce sorriso
é tua pele macia
são teus olhos brilhando
é essa tua alegria.
Olho a árvore e já
não pergunto "para quê"?

A estranheza do mundo
se dissipa em você.



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9.9.11

Destino: Punta Cana


Em homenagem à uma leitora muito querida, resolvi que faria - mais uma vez - um roteiro para Punta Cana. Foi o primeiro dos muitos roteiros que se seguiram, mas espero que este tenha o "algo a mais", o toque sutil, que ela tanto pede. Amo-te imensamente, minha amiga. Tuas críticas são sempre bem-vindas.

Rubem Alves disse uma vez: “É inútil ir até a China se fazemos a viagem sem sair de dentro dessa bolha dentro da qual vivemos. Tudo o que virmos e pensarmos nessa viagem será uma repetição da nossa mesmice. Isso vale para viagens.” Partindo do pressuposto que Rubem Alves mereceu a citação, proponho um roteiro não novo, mas diferente. O nosso destino tem um significado especial para aquela que escreve à vocês. Punta Cana é a minha forma de sair da “bolha dentro da qual vivemos.” Espero poder explicar-lhes o porquê.



Repousando no mar do Caribe, encontra-se o pequeno país da República Dominicana. Com uma área pouco maior que 48.000 km², é um lugar extremamente amigável e podemos até dizer, colorido. As belezas naturais e os monumentos, combinados com a cultura dominicana dão um toque especial ao país. Mas, se analisarmos mais de perto, lá do lado leste, encontramos uma costa de 50 km de praias ininterruptas, uma região litorânea conhecida por Punta Cana.


Ao ritmo do merengue, a viagem é inesquecível. Afirmo que só pela beleza exuberante das praias, o azul intenso em contraste com a areia branca, vale a pena ir passar uma temporada em Punta Cana. Há alguns que irão criticar a falta de atividades disponíveis, mas vamos ressaltar que existem sim muitos programas interessantes além de tomar banho de mar na costa dominicana. As opções são variadas, como por exemplo, ir conhecer a Ilha Saona, o mar mais bonito e mais famoso de Punta Cana - lá foram filmadas as cenas de A Lagoa Azul -, ou então ir até Dolphin Island e nadar com golfinhos e leões-marinhos. Se preferir algo mais “terrestre”, temos o Manati Park, um ecoparque temático com jardins, minizoológicos e espetáculos imperdíveis. E se nem assim estivermos satisfeitos, podemos alugar um ATV – “All-terrain vehicle” – uma espécie de quadriciclo, e dar uma volta pela praia deserta de Macao.

Mas estas são apenas amostras. O que não falta é opção. Pode-se fazer mergulho, pesca submarina, passear de lancha, jet-ski, fazer safáris de jipe pelo interior, e até mesmo ir à discoteca ou ir conhecer uma das frações do Hard Rock Café, na Plaza Palma Real.

Ilha Saona

Dolphin Island

Manati Park

Manati Park

Manati Park

ATV's em Macao

Hard Rock Café Punta Cana

Mas além de curtir a viagem, seja passeando seja descansando ao sol das praias punta canenses, deve-se também COMER bem! Por isso, fica minha pequena notinha:

Comidas típicas:
a. Mangú - Banana, Queijo e Bacon;
b. Bandeira Dominicana - Arroz, feijão, carne, vegetais e banana frita;
c. Locrio - Paella com um corante a base de semente de Achiote;
d. Sanchoco - Banana verde, abacate, frango ou carne;
e. Peixes e doces também não faltam na mesa dos dominicanos.
Bebida típica: Rum. Algumas das marcas do país estão entre as melhores do mundo.


E por último, para completar as maravilhas prometidas pelo paraíso punta canense, lá ninguém precisará desembolsar muito dinheiro, não! É sempre bom fazer um upgrade e ficar em um bom hotel, mas tirando isso, não haverá muitos gastos. A maioria dos comércios funciona a base de dólar, e seu troco, provavelmente, virá em pesos dominicanos – a moeda local. Um ótimo souvenir. Bem, um dólar vale aproximadamente 37 pesos dominicanos, então, não se preocupe.

E, como começamos com ele, Rubem Alves também fecha nosso roteiro:
“É bom visitar outros lugares, ver coisas diferentes, ter novas experiências. Viajei leve, pouca bagagem. Mas os meus pensamentos foram comigo. Gostaria de tê-los deixado em casa, para ver se eu mudava de assunto, se eu ficava diferente. Mas não há jeito de deixá-los em casa.”

E então, vamos? ~Ç











A viagem são os viajantes.

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