5.2.14

O Homem e os deuses



"Todos os erros e incompetências do Criador chegaram ao seu clímax no homem. Como peça de um mecanismo, o homem é o pior de todos; comparados com ele, até um salmão ou um estafilococo são máquinas sólidas e eficientes. O homem transporta os piores rins conhecidos da zoologia comparativa, os piores pulmões e o pior coração. Seus olhos, considerando-se o trabalho que são obrigados a desempenhar, são menos eficientes do que o olho de uma minhoca; o Criador de tal aparato ótico, capaz de fabricar um instrumento tão cambeta, deveria ser surrado por seus fregueses."

H.L. Mencken - 1919



"Onde fica o cemitério dos deuses mortos? Algum enlutado ainda regará as flores de seus túmulos? Houve uma época em que Júpiter era o rei dos deuses, e qualquer homem que duvidasse de seu poder era ipso facto um bárbaro ou um quadrúpede. Haverá hoje um único homem no mundo que adore Júpiter? E que fim levou Huitzilopochtli? Em um só ano – e isto foi há apenas cerca de quinhentos anos – 50 mil rapazes e moças foram mortos em sacrifício a ele. Hoje, se alguém se lembra dele, só pode ser um selvagem errante perdido nos cafundós da floresta mexicana. Falando em Huitzilopochtli, logo vem à memória seu irmão Tezcatilpoca. Tezcatilpoca era quase tão poderoso: devorava milhares de virgens por ano. Levem-me a seu túmulo: prometo chorar e depositar uma couronne des perles. Mas quem sabe onde fica? (…) Arianrod, Nuada, Argetlam, Morrigu, Tagd, Govannon, Goibniu, Gunfled, Odim, Dagda, Ogma, Ogurvan, Marzin, Dea Dia, Marte, Iuno Lucina, Diana de Éfeso, Saturno, Robigus, Furrina, Plutão, Cronos, Vesta, Engurra, Zer-panitu, Belus, Merodach, Ubililu, Elum, U-dimmer-an-kia, Marduk, U-sab-sib, Nin, U-Mersi, Perséfone, Tammuz, Istar, Vênus, Lagas , Belis, Nirig, Nusku, Nebo, Aa, En-Mersi, Sin, Assur, Apsu, Beltu, Elali, Kusky-banda, Mami, Nin-azu, Zaraqu, Qarradu, Zagaga, Ueras. Peça ao seu vigário que lhe empreste um bom livro sobre religião comparada: você encontrará todos eles devidamente listados. Todos foram deuses da mais alta dignidade – deuses de povos civilizados – adorados e venerados por milhões. Todos eram onipotentes, oniscientes e imortais. E todos estão mortos." - H.L. Mencken.

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A Marcha Dos Pinguins

A mãe natureza sempre conta as melhores histórias de amor.
Mas dentre todas, minha favorita é a do Pinguim Imperador.


Vivendo no lugar mais cruel do planeta, sobrevivendo aos ventos mais fortes, as temperaturas mais letais, a escassez de comida, eles sempre encontram seu caminho em busca de seu parceiro. Todo ano, por volta da mesma época, os pinguins imperadores saem da água - fêmeas e machos - andam vários dias e vários quilômetros, mesmo cansados, mesmo com frio, e marcham, juntos, sob um único propósito: perpetuar a vida.

Guiados pelo instinto, eles se encontram para um dos mais lindos rituais de acasalamento: macho e fêmea se identificam pela voz. Ao se encontrar, eles fazem sua dança - para fecundar. E segunda dança acontece quando o ovo é gerado: a fêmea deve confiar em seu parceiro e entregar-lhe o filhote para que ele cuide. Um ovo, um filhote. Um passo em falso, e lá se vai tudo, tomado pelo gelo. Mas ela deve se alimentar. Ela deve partir. Os machos enfrentarão o inverno antártico, e tentarão manter o filhote vivo até a mãe retornar.

As mães fazem sua longa marcha de volta ao mar, para caçar. Algumas não voltarão, comidas pelas focas. Algumas voltarão e não encontrarão um filhote. Os bebês morrem de frio, muitas vezes. E mesmo se elas sobreviverem, e os filhotes sobreviverem, quando ela retornar, é hora do macho partir para se alimentar. Os filhotes crescerão e começarão a andar, quando tornam-se presas de aves e focas.


A determinação dos pinguins sempre me encantou. Em um lugar onde é terrivelmente difícil se manter vivo, eles são capazes de esgotar até a última gota de coragem e enfrentar a longa marcha e todas as dificuldades. Por amor, pela vida. Para perpetuar essa espécie, tão extraordinária. Os sobreviventes da Antártica. Os Pinguins Imperadores.

Para conhecer mais sobre A Marcha dos Pinguins, 
recomendo o documentário de Luc Jaquet, de mesmo nome, cujo trailer segue abaixo:



Também recomendo as fotos de Paul Nicklen, um especialista quando se trata desses animais:
Todas as fotos foram tiradas do site do fotógrafo (http://www.paulnicklen.com/)







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2.2.14

I See Fire

A música é composição de Howard Shore, interpretada por Ed Sheeran. Foi usada em O Hobbit: A Desolação de Smaug.

"If we should die tonight
We should all die together"



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1.2.14

The Bird-of-Paradise

                       Nativos das montanhas e vales da Papua-Nova Guiné, do leste da Austrália e de pequenas ilhas na região, esses pássaros são um verdadeiro espetáculo da natureza.
                       Pássaros pequenos de 20 centímetro, outros de 120, plumagens coloridas e chamativas. Excelentes cantores e alguns dançarinos de plantão. São 39 espécies, divididas em 15 gêneros, que surpreendem até o mais cético. Um mistério para os biólogos de tão bonitos. A família recebeu o nome de Paradisaeidae.
                       Assim são as aves-do-paraíso. Únicas, isoladas em belas florestas, nas árvores mais altas, longe dos predadores - e dos homens, claro -, se alimentando de frutinhas e pequenos insetos. Esses são alguns dos animais mais bonitos que vivem neste planeta. Podemos apreciá-los, grande parte devido ao trabalho de Edwin Scholes, do Cornell Lab of Ornithology, e de Tim Laman, biólogo e fotógrafo do National Geographic. Juntos, esses pesquisadores dedicaram 8 anos para realizar 18 expedições à região e capturar vídeos e imagens dessas aves como nunca havia sido feito anteriormente.

                       Divirta-se com os vídeos. E, quem puder, vá conhecer esses bichinhos pessoalmente. =)




Conheça mais sobre o projeto:


Fonte: http://www.megacurioso.com.br/

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31.5.13

Um Papo com Carpinejar

Sempre Um Papo, com Fabrício Carpinejar (lançamento de seu livro Mulher Perdigueira). Não perca!


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Um Papo com Adélia Prado

Programa Sempre Um Papo - Adélia Prado

Um papo sobre a beleza, a obra de arte, a forma das coisas e a essência poética do mundo, se ela existe. Não perca. 




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Ghost Theme

Unchained Melody - Ghost Theme



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30.5.13

To make you go "Awnnnnn"

Uma linha selvagem de fofura. Enjoy!

















Gostou? Essa série foi retirada de www.boredpanda.com. Nesse site, você pode conferir os créditos pelas imagens também.



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29.5.13

"Porque está lá"

Matéria da Superinteressante



No dia 25 de maio de 2002, quando Peter Hillary conseguiu escalar o Everest, sabia que tinha pouco tempo para saudar seu grande herói. Antes que o ar rarefeito e o vento gelado consumissem a pouca energia que lhe restava, pegou o telefone por satélite e ligou para a Nova Zelândia: "Papai, estamos no topo. O que o senhor fez há quase 50 anos é inacreditável".

No acampamento-base da expedição (organizada pela National Geographic Society como parte das comemorações de meio século da conquista do Everest), Peter tinha o apoio de Jamling Norgay. Os dois são filhos, respectivamente, do neozelandês Edmund Hillary e do sherpa Tenzing Norgay, os primeiros homens a colocar os pés no ponto mais alto do planeta, a 8850 metros de altitude. Inacreditável talvez seja mesmo a melhor palavra para descrever a façanha alcançada às 11h30 da manhã de 29 de maio de 1953. Desde um século antes, mais precisamente em 1852, sabia-se que aquela montanha, na cordilheira do Himalaia, bem na fronteira entre o Nepal e o Tibete, era a mais alta do mundo. Na época, porém, era conhecida apenas como Pico XV. Em 1865, foi rebatizada em homenagem a George Everest, ex-topógrafo-geral da Índia. Quase seis décadas mais tarde, em 1921, Charles Howard-Bury chefiou a primeira expedição britânica à região. O grupo chegou a 6860 metros de altitude e saiu de lá confiante de ter descoberto o caminho rumo ao ponto mais alto do planeta. Acreditava-se que ele tinha 8848 metros, mas medições com GPS realizadas em 1999 confirmaram que o "grande E" tem 2 metros a mais.

"Porque está lá"

Na ocasião, perguntaram a George Mallory por que escalar o Everest. O alpinista respondeu com uma frase que se tornaria célebre: "Porque está lá". Porque estava lá, Mallory, Howard Sommervell e Arthur Wakefield fizeram a primeira tentativa de chegar ao pico no ano seguinte. Fracassaram. Em 1924, nova investida. No dia 8 de junho, Mallory e Andrew Irvine estavam muito perto do topo quando foram "engolidos" pelas nuvens. Nunca mais voltaram. Nem mesmo a descoberta do corpo congelado de Mallory, em 1999, respondeu à pergunta que muitos se fazem desde então: eles conseguiram?

Na primeira metade do século passado, 18 pessoas morreram ao tentar a escalada, até porque as condições em que partiam rumo ao cume eram bastante precárias. Não havia tecidos ou calçados capazes de resistir ao frio e à umidade, as barracas eram pesadas e até o uso de oxigênio suplementar era complicado e inseguro.

Por tudo isso, a conquista de 1953 foi festejada com enorme alegria e admiração. Foi uma megaexpedição, com dez alpinistas e 350 carregadores de origem sherpa, povo que vive no Himalaia desde o século 16 e que se mostraria essencial para vencer a montanha. Em locais assim, a pressão atmosférica é metade da registrada ao nível do mar, ou seja, só há 50% do oxigênio disponível na maioria das concentrações urbanas. Dali para cima, a situação se torna cada vez mais crítica. A 8 mil metros, por exemplo, o oxigênio corresponde a apenas 30% do que o nosso corpo está acostumado. É a chamada zona da morte - o batimento cardíaco passa de 120 por minuto, em repouso; e as alucinações são freqüentes. Sem falar nos ventos constantes, nas temperaturas que variam de 15ºC a 45ºC negativos e na possibilidade de ser atropelado por uma avalanche, fenômeno responsável pela maior parte das mortes.

É preciso querer muito superar o desgaste físico pelo prazer de desafiar a natureza.

O sherpa Norgay (nome que significa afortunado) tinha 39 anos e participara de outras seis expedições. Destacava-se pela força física, pela tenacidade e pela reverência que guardava em relação à montanha - os tibetanos a chamam de Chomolungma, ou deusa-mãe do mundo. No ano anterior, tinha chegado a 8598 metros junto com o suíço Raymond Lambert, marca nunca antes alcançada. O apicultor Hillary, 33 anos, se aventurava pela segunda vez. Estava no auge da forma física e tinha experiência como montanhista na Nova Zelândia e em expedições de reconhecimento na Cordilheira do Himalaia (numa delas, ajudara a mapear o lado sul do Everest). No percurso, Norgay salvou Hillary de uma queda numa fenda - e ambos se aproximaram. Em 21 de maio, 40 dias após o início da aventura, os dois passaram a escalar sempre juntos. Exatamente uma semana mais tarde, eles passaram a noite a 8500 metros de altitude. Na manhã seguinte, partiram para o último e mais complicado trecho: superar um paredão de cerca de 12 metros de rocha lisa quase sem pontos de apoio, batizado mais tarde de Escalão Hillary. "Uma saliência de gelo pendia sobre a rocha à direita, com uma longa fenda em seu interior. Sob ela, a montanha descia pelo menos 3 mil metros até a geleira Kangshung. Será que ela me aguentaria? Só havia um modo de descobrir", contou Hillary. O resto é história.

Nestes 51 anos, mais de 10 mil pessoas já desafiaram a montanha. Até o ano passado, 175 tinham morrido ao longo do caminho. E pouco mais de 1200 conseguiram atingir o cume. Em maio de 1975, a japonesa Junko Tabei foi a primeira mulher. Em agosto de 1980, o italiano Reinhold Messner completou outra façanha inédita: chegou lá sem oxigênio suplementar. No dia 14 de maio de 1995, Waldemar Niclevicz e Mozart Catão levaram a bandeira brasileira ao topo do mundo. E em maio de 2001 o americano Erik Weihenmayer, conduzido por amigos e amarrado por cordas, saltou fendas literalmente no escuro para se tornar o primeiro cego a completar a subida. Tudo para poder repetir a frase de Edmund Hillary a seu colega George Lowe, que o aguardava no acampamento IV, a mais de 6 mil metros de altitude, em maio de 1953: "Pronto, liquidamos o filho da mãe".

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26.5.13

Necrológio dos Desiludidos do Amor

Fernanda Torres interpreta (maravilhosamente) a poesia Necrológio dos Desiludidos do Amor, de Carlos Drummond de Andrade.


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