31.5.11

South America - Chile, Argentina, Uruguai.

Passeando por variados blogs à procura de um novo roteiro, me deparei com 'Longe É Um Lugar Lá Perto de Casa...', do Tiago Araújo. Autor de "Vinte Dias - Chile, Argentina, Uruguai", Tiago coloca em seu blog um resumo de sua obra e instiga nós, os leitores e viajantes, a seguir seus passos.






Passaremos ao todo por nove cidades: Santiago, Viña Del Mar, Valparaíso, San Pedro de Atacama (Deserto do Atacama), Mendoza, Rosario, Buenos Aires, Montevidéu e Punta Del Este.


Começaremos pelo Chile, chamado oficialmente como República do Chile. É um dos dois únicos países que não faz fronteira com o Brasil. O Chile possui um território incomum, com 4.300 quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura - o que lhe dá um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo no norte do país, um clima mediterrâneo no centro, até um clima alpino propenso a neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos. Neste país, passaremos por quatro cidades.
A capital Santiago é a maior cidade do Chile é o primeiro ponto de parada, com opções para todas as idades. Santiago é civilizada, moderna, histórica e bonita.
A poucos quilômetros da capital fica Viña del Mar, cidade banhada pelas águas geladas do Oceano Pacífico e cercada por praias, as quais recebem turistas durante todos os dias do ano.
Apenas 12 quilômetros separam Viña del Mar de Valparaíso, cidade onde o famoso poeta e ganhador no Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda, viveu e escreveu suas obras.
Sairemos do centro do país para o norte, para um lugar incrível e impressionante, considerado o lugar mais seco do planeta, o Deserto do Atacama. Ele reserva belezas imensuráveis que chega até a ser difícil descrevê-lo.


Santiago





Viña del Mar



Valparaíso



San Pedro de Atacama




Cruzando a fronteira é a vez de conhecer um pouco mais da cultura, das histórias, da vida dos nossos vizinhos argentinos
Mendoza é a primeira cidade a ser visitada, conhecida por possuir uma infinidade de vinícolas, é possível degustar os mais diferentes tipos de vinhos e conhecer o processo de fabricação. Está localizada ao pé da Cordilheira dos Andes, com temperaturas variadas, no verão calor intenso, no inverno é possível esquiar nas estações de esqui ao redor da cidade.
De Mendoza para Rosario, cidade onde nasceu um dos grandes ilustres personagens da Argentina, seu nome, Ernesto Guevara de La Serna, o Che.
Buenos Aires, bela e encantadora capital argentina, cidade com uma infinidade de atrativos culturais, excelentes restaurantes e um agradável ar europeu, que faz lembrar, sob diferentes aspectos, Madri e Paris.


Mendoza




 Rosario





 Buenos Aires









Para cruzar a fronteira da Argentina com Uruguai e chegar até a capital uruguaia Montevidéu, a melhor opção é de barco.


O Uruguai é um país belíssimo, é o segundo menor país da América Latina, com um clima agradável durante todo o ano. Os uruguaios têm uma peculiaridade muito comum, adoram conversar, se você deixar, ficam horas batendo papo.
Montevidéu é uma cidade perfeita, além de estar entre as trinta cidades mais seguras do mundo, tem ainda atrações como teatros, centro comercial e edifícios históricos. A melhor maneira de se conhecer a cidade é caminhando, tanto pelo centro, como pela orla, pois é banhada pelo Rio da Prata.
Seguindo pela serra, chegaremos a Punta del Este, o charme dos cassinos encanta, a beleza das praias atrai. Punta tem praia tanto de rio, como de mar, pois é banhada pelo Rio da Prata, e pelo Oceano Atlântico.


Montevidéu





 Punta del Este










Lindo, não?
Portanto, acompanhe esta aventura, com muitas histórias e dicas, 
e desvende cada pedacinho destas cidades.



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30.5.11

29.5.11

Rolling In the Deep

Adele




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Posso Escrever Os Versos Mais Tristes Esta Noite



Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.


Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.


Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.


Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.


Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.


A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.


De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.


Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.


Pablo Neruda

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27.5.11

Yet Another Movie

Pink Floyd




[...]

A man who ran, a child who cried
A girl who heard, a voice that lied
The sun that burned a fiery red
The vision of an empty bed

[...]

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Morre Lentamente

Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar
. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.


Pablo Neruda

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26.5.11

Fat Bottomed Girls


[Original] - Queen






[American Idol Season 10: Finale] - Casey Abrams & Jack Black


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24.5.11

Teresinha

Chico Buarque



"
[...]

O terceito me chegou
como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.

Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito posseiro
Dentro do meu coração.

"




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Going to... Pompeii! ~Ç



                      No início do século XVI, o arquiteto italiano Domenico Fontana, encarregado de cavar um túnel sob a montanha La Civita, que trouxesse água do rio Sarno para a cidade de Torre Annunziata, descobriu as ruínas de uma antiga cidade.




                      A cidade era Pompéia, tinha sido destruída por uma violenta erupção do vulcão Vesúvio. As ruínas estavam recobertas por vários metros de depósitos vulcânicos. Foi a maior erupção do Vesúvio de que se tem notícia. Na manhã de 24 de agosto do ano 79, uma chuva de cinzas e pedras que saia da cratera do vulcão apanhou de surpresa os moradores das cidades de Pompéia, Herculano e Stabia. Localizadas no golfo de Nápoles, no Sul da Itália. As três foram totalmente soterradas. Pompéia, a 23 quilômetros de Nápoles, com uma população estimada entre 10 e 15 mil habitantes, era a maior delas. A cidade redescoberta foi escavada por arqueólogos nos dois séculos seguintes [XVII e XVIII]. Casas, prédios públicos, aquedutos, teatros, termas, lojas e outras construções foram encontrados.
                      As escavações arqueológicas de Pompéia permitiram que se reconstituísse com bastante precisão a vida na antiguidade romana a partir do plano da cidade, das casas, dos objetos de uso cotidiano, das obras de arte.











                      Esses achados causaram grande impacto e não era para menos. Pela primeira vez vinha a público a imagem concreta de uma cidade romana que não sofrera as mudanças que o tempo e as gerações teriam nela produzido. A princípio e por um bom tempo pensou-se que seus habitantes tinham alto nível cultural e artístico devido às esculturas de bronze e mármore e aos objetos de prata e vidro ali encontrados. Mas no decorrer das investigações ficou provado, ao contrário, que os cidadãos de Pompéia eram provincianos encerrados nos muros da pequena cidade, de onde só saiam para fazer negócios.
                      As pesquisas arqueológicas revelaram que a sociedade de Pompéia como qualquer outra do Império Romano, apresentava grandes contrastes e diferenças de classe: os escravos e plebeus trabalhavam para os patrícios e o sonho dos cativos, quando conseguiam a liberdade, era ganhar dinheiro suficiente para comprar seu próprio escravo. Pompéia vivia basicamente do comércio de azeite e do vinho que produzia. Sua localização estratégica, entre o mar e a foz do rio Sarno, facilitava a exportação desses produtos para cidades do Mediterrâneo. No século II a.C., o comércio ganhou impulso e isso se refletiu de imediato nas construções, que aumentaram em número e em luxo.
                      Mas, além de agricultores e comerciantes, ao que parece os pompeianos eram também bons de briga. Pelo menos é o que se deduz de um episódio narrado pelo historiador romano Cornélio Tácito (56-120). Uma luta entre gladiadores de Pompeia e da cidade próxima de Nocera, no ano 59, acabou em tumulto generalizado das duas torcidas. Também haviam mulheres gladiadoras e de extrema força, e uma das mais famosas se chamava Estratonice, que era capaz de esmagar o crânio de um homem com a força das próprias mãos,e serviu para compor uma das personagens do célebre romance de Bulwer-Lytton. Entre mortos e feridos, as baixas foram maiores do lado dos noceranos.
                      Por isso, o Anfiteatro de Pompeia, palco das lutas, ficou fechado por um bom tempo. A cidade tinha ainda dois teatros: um com capacidade para 5 mil pessoas, onde se representavam comédias, e outro menor, o Odeon, que abrigava 1500 pessoas, onde aconteciam os espectáculos musicais. No que era considerado o centro pulsante da cidade, ficavam o fórum, os edifícios públicos, o mercado, o banheiro público e os templos, além de uma grande lavandaria e tinturaria.






                      Acho que já podemos entender o que Pompéia tem de tão especial para dedicarmos este roteiro à ela. Considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO, a cidade está repleta de história e magia. O vulcão, as igrejas, o Museum Vesuviano, as ruínas, os teatros.
                      E, para os fãs, o Anfiteatro de Pompéia não pode mesmo ficar de fora. Em 1971, a banda Pink Floyd realizou um concerto histórico aos pés do vulcão Vesúvio. David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright soltaram seus sons mágicos no milenário anfiteatro da histórica cidade. Tudo registrado no dvd: Pink Floyd - Live at Pompeii.













Vamos? ~Ç




Echoes
Pink Floyd - Live at Pompeii






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